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Estudos
epidemiológicos mostraram no passado que o
aporte de ácido ascórbico (vitamina C)
através da dieta correlaciona-se
inversamente com a hipertensão e com suas
seqüelas clínicas.
Para comprovar esta possibilidade,
pesquisadores da Boston University School
of Medicine, em Boston, Estados Unidos,
liderados pelo Dr. Stephen J Duffy,
examinaram detalhadamente os efeitos da
vitamina C na pressão sangüínea. O estudo
foi publicado na revista The Lancet, de 11
de dezembro de 1999.
Pacientes portadores de hipertensão
arterial, sem outras doenças, foram
recrutados através de anúncios; todos
tinham uma pressão diastólica superior a
90 mmHg, e que estava ou não sendo
tratada. Critérios de exclusão incluíram
doença coronária, diabetes mellitus,
hipertensão descontrolada (pressão
sangüínea diastólica >110 mm Hg),
insuficiência cardíaca, e uso de
antioxidantes ou estrógenos.
Após alguns cuidados (jejum noturno, parar
de fumar por 24 horas, e coleta de
amostras de sangue e urina), os pacientes,
em 2 visitas, receberam, de maneira
duplo-cega, tratamento com ácido ascórbico
ou tabletes de placebo inofensivo. Foram
avaliados 20 pacientes no grupo placebo e
19 no grupo de vitamina C.
Após 1 mês de tratamento, verificou-se que
no grupo de vitamina C ocorreu uma
diminuição da pressão arterial média de
110 para 100 mmHg, e da pressão sistólica
de 155 para 142 mmHg. Estes valores foram
estatisticamente significativos. Não
ocorreu, entretanto, diminuição
estatisticamente significativa na pressão
diastólica.
Os autores concluíram que o tratamento a
longo prazo com vitamina C reduz a pressão
arterial, porém sendo o seu mecanismo de
ação ainda indeterminado. O estudo sugere
ainda que 500 mg de ácido ascórbico são
úteis para o controle da pressão arterial
nos pacientes com hipertensão. |