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Pfaffia
sp é o nome botânico de um arbusto
perene da família Amaranthaceae, que
pode atingir de 1 a 1,5 m de altura.
Planta natural do Brasil, é encontrada
nas regiões nativas de cerrado,
principalmente nos Estados de Mato
Grosso do Sul, Goiás e no norte de
Minas Gerais.
Os componentes existentes da Pfaffia
podem variar quantitativamente, de
acordo com a região de cultivo,
características químicas do solo e
clima predominante. Contudo, de
maneira geral, apresenta proteínas,
ácidos graxos, beta-ecdisone,
mucilagens, saponinas, vitaminas e
minerais.
Numa primeira análise superficial foi
detectada na Pfaffia a existência de
dois componentes ativos, a Ecdisterona
e a Beta-ecdisone, as quais
apresen-tariam propriedades
farmacológicas de estimulação do
metabolismo das células do organismo.
As células que mais se beneficiariam
com essa estimulação, seriam as que
constituem as glândulas endócrinas,
pois esses componentes ativos
promoveriam o seu revigoramento, a
diminuição da fadiga física e mental,
a recuperação mais rápida nas doenças
crônicas e debilitantes, e
conseqüentemente, a melhora da
atividade sexual.
No Japão, especialistas da Escola de
Farmácia da Universidade de Hokuriku,
na cidade de Kamadawa, e da Companhia
Farmacêutica de Rotho, de Kioto,
identificaram pela primeira vez, na
raiz da Pfaffia, a presença de
saponinas medicinais de grande
atividade biológica.
As saponinas são substâncias naturais,
encontradas também em outros vegetais,
que possuem propriedade emulsificante,
ou seja, aumentam a solubilidade das
gorduras. Essa propriedade é
caracterizada por uma ação
físico-química de diminuição da tensão
superficial da água, o que aumenta a
solubilidade das gorduras em
decorrência da formação de gotículas
em suspensão e o resultado é uma
solução de aspecto leitoso.
Pesquisas realizadas no Instituto de
Biociências da Universidade de São
Paulo desenvolveram alguns estudos
farmacológicos sobre a ação
antiinflamatória da Pfaffia.
Extraíram-se as saponinas da raiz in
natura e injetaram diretamente no
sistema circulatório de cobaias, para
se verificar o grau de ação
farmacológica. Os resultados
demonstraram ação antiinflamatória
abaixo dos níveis esperados. Contudo,
quando as mesmas cobaias receberam
diretamente no sistema digestivo o
extrato puro de raiz de Pfaffia, a
ação antiinflamatória, para surpresa
dos pesquisadores, apresentou níveis
mais elevados que os apresentados na
primeira fase da experiência.
Concluiu-se, portanto, que outras
substâncias presentes na Pfaffia, além
das saponinas, possuem esse tipo de
ação farmacológica, como por exemplo,
o ácido pfáfico, o mineral germânio e
outras substâncias que ainda
necessitam de identificação, por meio
de processo de isolamento e
conhecimento da estrutura molecular
natural.
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e limão, além de mel silvestre e
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