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Vários
cientistas em seus estudos ecológicos
se surpreenderam com o tubarão squalus.
Essa espécie de tubarão, que habita as
águas profundas dos oceanos, consegue
sobreviver apesar do ambiente
rarefeito de oxigênio. O segredo dessa
vitalidade está no seu fígado, cujo
tamanho corresponde a 25% do seu peso.
Cerca de 90% do fígado do squalus é
constituído de esqualeno. O óleo de
fígado de tubarão possui vários
componentes em sua constituição. O
principal deles é o esqualeno, um
composto orgânico insaturado que é
capaz de liberar oxigênio no interior
das células do organismo.
Essa sua capacidade de liberar
oxigênio ocorre por meio de uma reação
química natural entre o esqualeno e a
água intracelular, de forma a prover a
quantidade de oxigênio essencial para
o funcionamento do metabolismo normal.
Isso demonstra que o esqualeno é capaz
de prover oxigênio também para os
órgãos e tecidos humanos.
O Dr. Hideo Noguchi, cientista japonês
mundialmente famoso, e o Dr. G. Warld,
médico alemão, ganhador do Prêmio
Nobel de Medicina, concordam entre si
que a causa central das doenças
crônicas da civilização é a redução do
oxigênio celular. Desde o momento em
que o ser humano passou a adotar
hábitos de vida distantes dos
naturais, o seu organismo começou a
sofrer redução na quantidade de
oxigênio nas células de seus tecidos e
órgãos. A vida sedentária, o estresse,
a alimentação desequilibrada e de
pouca qualidade, o uso excessivo de
remédios alopáticos, os vícios (como o
álcool e o tabagismo) e a poluição
ambiental, são os fatores que,
isoladamente ou em conjunto, têm
responsabilidade direta pela redução
de oxigênio no organismo.
A diminuição de oxigênio no sangue,
como efeito primário, devido às
alterações na densidade, viscosidade e
acidez, altera a distribuição de
oxigênio, principalmente para os
órgãos vitais. Assim, todos os órgãos
passam a ter perda significativa em
suas capacidades funcionais e
metabólicas, o que interfere
inicialmente no funcionamento do
cérebro e, sucessivamente, do coração,
dos pulmões e do sistema imunológico e
culmina na diminuição da resistência
do organismo às doenças. Quando a
diminuição do oxigênio no sangue
persistente por um longo período de
tempo, acaba se tornando crônica e
manifesta-se clinicamente como cansaço
físico e mental, envelhecimento
precoce, falta de ar, tonturas,
palpitações, dores lombares,
transpiração excessiva, extremidades
frias, tremores nas mãos, dores
reumáticas, dores do tipo angina
pectoris, ansiedade e neuroses.
Com a descoberta e o uso terapêutico
do esqualeno, a medicina alternativa
pode fazer uso desse poderoso recurso
para tratamento dessas enfermidades
citadas e de outras, graças à sua
capacidade de produzir oxigênio
intracelular.
O esqualeno é capaz de prover oxigênio
individualmente para cada célula dos
tecidos do organismo. Esse oxigênio
proporciona maior eficiência ao
metabolismo, o que mantém a célula
viva e saudável.
O uso terapêutico mais indicado do
óleo de fígado de tubarão é na forma
de administração por via oral.
Contudo, alguns estudos têm revelado
uma eficácia significativa quando
usado de forma tópica. Por exemplo,
esse componente, o esqualeno, possui
alta absorção e permeabilidade
epidérmica e não provoca reações
alérgicas. Devido a essas
características, o esqualeno tem
demonstrado efeito importante contra
as doenças de pele, principalmente as
dermatofitoses (ou micoses).
O tratamento de queimaduras, com uso
tópico de esqualeno, também apresenta
resultados importantes, promove
recuperação mais rápida e alivia a
sintomatologia inicial. Tal resultado
está em concordância com os efeitos
bactericida e fungicida do esqualeno,
o que facilita a melhor cicatrização.
Alguns estudos referem que o esqualeno
pode ter papel importante na formação
da membrana celular de forma a
beneficiar a multiplicação das células
e promover melhor cicatrização.
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