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Se
um paciente tem uma doença, vai ao médico,
recebe um diagnóstico e começa seu
tratamento. Mas se o paciente é uma
criança e a doença é obesidade, o quadro
muda. Então são os pais que precisam de ir
para o consultório.
A abordagem, inédita, acaba de ser adotada
pelo Hospital das Clínicas de São Paulo.
Os médicos agora "tratam" primeiro os pais
de crianças obesas, depois, os filhos.
Além da baixa adesão das crianças,
sozinhas, a programas de reeducação
alimentar, a medida se justifica pelo fato
de a maioria dos pais de crianças obesas
serem também obesos, alerta o responsável
da Unidade de Nutrologia do Instituto da
Criança, Ary Lopes Cardoso.
Segundo o novo programa, os pais são
avaliados já na primeira consulta e
recebem "meta alimentares". A idéia é que
os pais mudem seus hábitos e sirvam de
modelo aos pequenos.
Comer e comer
Mude os hábitos alimentares e pratique
exercícios para espantar a obesidade
infantil
- Sente-se à mesa para comer. Nada de se
alimentar em pé ou andando.
- Mastigue devagar. Espere cinco minutos
anes de repetir porções.
- Não coma diante da TV ou lendo jornais
ou revistas.
- Acabe com os salgadinhos e balas
espalhados pela casa. Substitua-os por
frutas, nozes, castanhas e outros petiscos
naturais.
- Faça uma lista de compras antes de ir ao
mercado. Atenha-se a ela e risque as
guloseimas.
Obesidade em números
Cerca de 10% das crianças do mundo são
obesas, estima a Organização Mundial da
Saúde.
No Brasil, pesquisa da Associação
Brasileira para Estudos de Obesidade e da
Síndrome Metabólica mostra que a obesidade
infantil triplicou nos últimos 20 anos.
Atualmente, quase 15% das crianças estão
acima do peso e 5% são obesas. Em São
Paulo, 23% dos jovens de 10 a 14 anos
estão acima do peso. |