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Corre-corre,
estresse, vida moderna. Cuidar bem da
alimentação é um dos desafios do cotidiano
corrido de quem vive nos grandes centros
urbanos. Em meio a tantas facilidades para
conseguir comida rápida e industrializada,
fica difícil manter uma dieta saudável e
recusar as ofertas dos fast foods e dos
restaurantes de comida a quilo. O
resultado de tudo isso é que a população
mundial está cada vez mais obesa e, no
Brasil, não é diferente. O problema é tão
grave que o assunto já é tratado como caso
de saúde pública e já se transformou em
epidemia nos Estados Unidos. No Brasil,
por incrível que pareça, enquanto 30% da
população passam fome, outros 30% são
considerados obesos.
Obesidade e doenças
Além dos fatores genéticos, a obesidade é
resultante do descompasso energético, onde
a energia ingerida excede a que o
organismo gasta. Esse desequilíbrio pode
ser o resultado da ingestão calórica
excessiva, baixo gasto energético, ou da
combinação de ambos. A única forma de
controlar tal descompasso é com reeducação
alimentar e atividade física. E vale a
pena tentar, afinal, a obesidade é fator
de risco para cerca de 64 doenças
crônicas, dentre elas a hipertensão
arterial e o diabetes tipo 2. Também podem
ocorrer inadaptação psicossocial e aumento
do colesterol total. Problemas
cardiovasculares, gastrointestinais e até
mesmo o câncer também estão incluídos na
longa lista de enfermidades que o excesso
de peso pode causar.
Atualmente, as pessoas priorizam os
horários para qualquer coisa relativa ao
trabalho, estudos, etc, e se esquecem de
organizar seu dia-a-dia para as cinco ou
seis refeições que são necessárias
diariamente, além de atividades físicas
que se recomenda no mínimo três vezes por
semana.
Diante da pressa das pessoas, surgiram os
fast-foods que proporcionam um excesso de
calorias sem suprir as necessidades de
proteínas e vitaminas do organismo.
Não existe milagre
Muitas vezes a palavra dieta tem uma
conotação negativa na vida das pessoas.
Ela normalmente está associada a
sentimentos de fome e de privação, e
talvez seja por isso, que a maioria das
pessoas que entram num processo de
emagrecimento ganham em pouco tempo todo o
peso que perderam. A maioria delas não
funciona porque prometem muito, mas, na
verdade, podem resolver pouco.
São as chamadas dietas milagrosas que,
normalmente, aparecem publicadas em livros
e revistas e não levam em consideração as
características pessoais de cada um. Elas
parecem resolver o problema porque
realmente fazem a pessoa emagrecer
reduzindo os carboidratos e as calorias
totais ingeridas. O problema é que isso
provoca uma perda concentrada de líquido e
proteína muscular, e não de gorduras. A
dieta saudável promove a perda de somente
um quilo de gordura, no máximo, por
semana. Mais do que isso pode haver
fadiga, nervosismo e flacidez muscular.
E o pior é que, ao voltar a comer como
antes, recupera-se o quilo perdido e ainda
se ganha outros. Isso acontece porque,
perdendo a massa muscular, o metabolismo
se reduz, ou seja, o indivíduo precisa de
menos calorias para fazer o organismo
funcionar.
O ideal é manter a massa muscular intacta.
A dieta isenta de carboidrato e rica em
proteína e gordura pode levar a problemas
renais, articulares e cardiovasculares.
O segredo do sucesso
A dieta ideal deve levar em consideração o
sexo, a idade, altura, atividades físicas,
estudo fisiológico e patológico (possíveis
enfermidades), disponibilidade de
alimentos, lugares das refeições e,
principalmente, os hábitos alimentares do
indivíduo. Tais hábitos devem sofrer
mudanças gradativas. O profissional
habilitado para colocar uma dieta
personalizada é somente o nutricionista.
Uma dieta balanceada não serve apenas para
quem quer emagrecer, mas para quem quer
manter o peso adequado, o fortalecimento
muscular e o bom funcionamento dos órgãos,
prevenindo doenças.
Para obter bons resultados em sua dieta é
fundamental ajuda especializada e o mínimo
de comprometimento. Neste caso,
organização é fundamental. O primeiro
passo é estabelecer horários certos para
se alimentar, não deixando que o intervalo
entre uma refeição e outra passe das
quatro horas.
Também é muito importante reduzir o
consumo de gordura, trocando a carne
vermelha por frango sem pele ou peixe,
desde que não sejam fritos. Troque os
queijos em geral por Cottage ou requeijão
light (em quantidades moderadas), não use
frituras e prefira alimentos derivados do
leite desnatados.
Coma no mínimo um tipo de verdura de folha
e dois tipos de legumes por dia. Prefira
os pães integrais, evite biscoitos bolos e
pães de queijo. Coma no mínimo quatro
frutas ao longo do dia. O leite desnatado
ou iogurte deve ser ingerido duas vezes.
Ponha no prato menos feijão do que arroz.
É fundamental ter carboidratos em todas as
refeições, pois sua disposição física e
mental dependem deles. A quantidade é que
deve ser calculada. Outro segredo é tomar
bastante água o dia todo, independente da
sede, pois ela é sinal de desidratação. |