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O
que é Lecitina?
O nome Lecitina é originária da palavra
grega “Lekithos”, que significa gema de
ovo, pois foi a partir dela que
inicialmente se isolou, em meados do
século passado, uma substância natural,
rica em fósforo que genericamente é
designada de fosfatídeos. A lecitina tem
em sua composição 3 fosfatídeos:
fosfatidilcolina, a cefalina e o
fosfatídio de inositol. Fazendo parte da
estrutura dos fosfatídeos aparecem também
os ácidos graxos poli-insaturados
essenciais (ácidos linoléico e
linolênico). Na lecitina de soja, são
encontradas ainda, em quantidades menos
significativas, as chamadas vitaminas
lipossolúveis ou seja, as vitaminas A, E e
K e alguns minerais, além do fósforo, o
cálcio, o ferro e o magnésio. A Lecitina
age no organismo através da ação isolada
ou sinérgica dos seus principais
componentes, que são a Colina, o Fósforo,
o Inositol, os Ácidos Graxos
Poli-insaturados e outros princípios
ativos.
Ação dos principais componentes da
Lecitina
COLINA: é uma das mais importantes
vitaminas do complexo B, que o nosso
organismo exige em maior quantidade que as
demais vitaminas. A sua principal função é
impedir o acúmulo de gorduras em nosso
corpo. A colina é essencial para o
funcionamento saudável do sistema nervoso,
sendo um dos ingredientes da acetilcolina,
uma espécie de fluído dos nervos. Sem uma
quantidade suficiente desta vitamina B, as
gorduras acumulam-se no fígado, afetando o
seu funcionamento.
FÓSFORO: o fósforo tem mais funções no
corpo humano do que qualquer outro
mineral. A quantidade de fósforo contida
em nosso organismo é muito grande, só
sendo ultrapassado pelo cálcio. O fósforo
desempenha um papel importante no
metabolismo energético do músculo, no
metabolismo dos carboidratos, proteínas e
gorduras, no metabolismo do tecido
nervoso, na química normal do sangue, no
crescimento do esqueleto, desenvolvimento
dos dentes e no transporte de ácidos
graxos. Sem este mineral, o organismo
encontra dificuldade na transformação do
alimento em energia.
INOSITOL: é uma vitamina do complexo B
encontrada sempre associada à Colina.
Verificou-se que a ação conjunta destes é
que promove a diminuição do colesterol e
triglicérides. Esta vitamina auxilia no
metabolismo das gorduras e encontra-se
extensivamente distribuída pelo organismo,
sendo que as maiores concentrações
localizam-se no cérebro, nos músculos do
coração, rins, baço e fígado. O inositol
atua na pele, nos cabelos, no tecido
muscular e o seu efeito calmante contraria
a insônia e a ansiedade.
ÁCIDOS GRAXOS POLI-INSATURADOS: na cadeia
de fosfatídeos de Colina, inositol e
cefalinas, estão presentes também os
ácidos graxos poli-insaturados essenciais,
dos quais os mais importantes são os
ácidos linoléico (54%) e linolênico (5%)
que são constituintes da vitamina F. Estes
ácidos são chamados essenciais porque o
nosso organismo não os pode fabricar e são
importantes para a nossa saúde, pois
constituem matéria-prima para que sejam
sintetizados outros valiosos nutrientes
das células. Além de controlar os níveis
de colesterol, desempenham um papel
importante na manutenção da saúde das
membranas celulares, dos nervos, da
glândula tireóide e dos rins.
Indicações e Uso
A Lecitina por ser um dos maiores
tensoativos da natureza, tem capacidade de
emulsionar as gorduras existentes na
corrente sanguínea, evitando a adesão de
gorduras nas paredes das artérias e no
tecido adiposo que pode levar a obesidade.
Portanto, é um suplemento alimentar sem
contra-indicações, utilizável em regimes
alimentares que age como preventivo nas
enfermidades resultantes do acúmulo de
gorduras no organismo. É indicada na
prevenção de doenças cardiovasculares, na
redução do colesterol, na proteção do
fígado e para impedir a formação de
cálculos biliares. Recomendada como
auxiliar no tratamento da obesidade e de
enfermidades da pele e cabelos. Tônico
para o sistema nervoso e atividades
cerebrais.
Como consumir Normalmente as
lecitinas comerciais são vendidas em
cápsulas gelatinosas de 500mg, que é a
melhor forma de proteção e consumo. A
dosagem média de consumo na prevenção,
deve ser de 4 a 6 cápsulas diárias, de
preferência próximo às refeições
principais. Pessoas com problemas de
saúde, assim como qualquer alimento, deve
buscar a orientação de um profissional
habilitado. Qualquer que seja a situação,
é conveniente não ultrapassar o consumo
diário superior a 20 cápsulas de 500 mg.
“A prevenção é a única forma de evitar
os desconfortos do futuro. Previna-se!”.
Kunio Inamoto
Terapeuta Ortobiomolecular |