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Uma
pesquisa realizada pelo cardiologista
Luiz Antônio Machado César, do
Instituto do Coração (InCor), e
Rodolfo Sharovski, do Hospital
Universitário (HU) da USP, relacionou
o número diário de mortes ocasionadas
por problemas cardiovasculares com
dados de temperatura, umidade do ar,
pressão e poluição atmosférica na
região metropolitana.
Três motivos são citados por César
para explicar a relação entre as
condições do tempo e as variações no
número de infartos na população. "No
frio, os fatores de coagulação do
sangue ficam mais ativos, o que
favorece a oclusão de artérias
coronárias", diz. Outro motivo é a
vasocontrição. Os vasos sanguíneos do
corpo humano, para evitar a perda de
calor em baixas temperaturas, se
contraem. Em pessoas que já possuem
algum tipo de placa de gordura
atrapalhando a circulação arterial, a
vasocontrição pode provocar a
obstrução completa do vaso e,
conseqüentemente, infarto, inflamações
respiratórias, típicas de épocas
frias, que também colaboram com
problemas cardiovasculares.
Já o calor promove a desidratação do
corpo: "Isso faz com que o sangue
apresente uma concentração maior de
células, facilitando a formação de
coágulos". Menores quantidades de água
na circulação também fazem com que a
pressão arterial sofra uma queda.
Idosos são as principais vítimas dos
infartos relacionados às condições de
temperatura.
Segundo César, "pesquisas como estas
são importantes para termos o máximo
de correlação possíveis entre as
condições ambientais e os problemas do
coração. Assim, podemos orientar
melhor os cidadãos, principalmente
aqueles que possuem predisposição às
doenças", finaliza.
Prevenção é a melhor medida!
Consuma alimentos ricos em proteínas
vegetais e integrais, verduras, frutas
e legumes variados e água de boa
qualidade.
Evite leite e derivados, frituras,
carnes gordas, massas, doces, bebidas
alcoólicas e a vida sedentária.
Complemente sua alimentação com
óleo de linhaça,
ômega-3 e
óleo de esquelene. |