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Depressão,
esquizofrenia, transtorno bipolar, abuso
de álcool e episódios de violência
(relacionados com várias patologias) são
as cinco maiores causas de afastamento do
trabalho no Brasil, segundo um
levantamento sobre a infra-estrutura dos
serviços de saúde mental no Brasil feito
pela Unifesp (Universidade Federal de São
Paulo) em parceria com o Ministério da
Saúde e a OMS (Organização Mundial da
Saúde), divulgado pelo jornal "O Estado de
São Paulo".
Essas doenças mentais são responsáveis por
cinco das dez principais causa de
afastamento do trabalho no país e
representam um gasto de R$ 2,2 bilhões por
ano, o equivalente a 19% dos custos com
auxílio-doença pagos pela Previdência
Social a 1,5 milhão de pessoas.
"As doenças mentais são as que mais
incapacitam as pessoas, e os gastos com a
assistência representam apenas 2% do
orçamento do Ministério da Saúde. Há um
grande descompaso entre o impacto das
doenças e o investimento no cuidado com
elas", afirma o psiquiatra Jair Mari,
professor da Unifesp e responsável pela
pesquisa.
"Sem diagnóstico precoce, nem
acompanhamento adequado, as pessoas que
sofrem dessas doenças só procuram ajuda
médica quando já estão totalmente
incapacitadas e as doenças atingiram um
estágio crônico, sem possibilidade de
cura", diz o médico. Por isso, acabam se
afastando do trabalho.
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