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O
crescimento é uma fantástica capacidade
que o ser jovem apresenta em toda a sua
potencialidade, e para que as crianças
possam aproveitar ao máximo este
potencial, devem existir boas condições de
saúde, de alimentação e de um bem estar
social.
As características genéticas (altura dos
pais, irmãos) além dos fatores já citados
interferem no crescimento das crianças.
A estatura final é fruto de uma relação
complexa e imprevisível que nenhuma
fórmula conseguiu prever, a curiosidade
dos pais em relação ao crescimento e
altura que os filhos terão quando adultos
é grande, vindo, às vezes, acompanhada de
dúvidas e angústias.
É neste momento que são levados ao
consultório médico para que sofram uma
avaliação a fim de saber se suas crianças
são normais. Ocorre uma variação ampla do
que é considerado normal, levando-se em
conta os fatores hereditários e
ambientais. Cabe ao médico orientar e
tranqüilizar os pais e as crianças.
Avaliação
A avaliação da criança que é levada ao
consultório com queixa de baixa estatura
inclui: cuidadosa história clínica,
abrangendo história da gravidez, do parto,
altura e peso da criança ao nascimento;
revisão da alimentação e dos hábitos de
vida incluindo a prática de atividades
físicas; altura dos familiares; avaliação
do ambiente social da criança (familiar,
escolar e etc);
Na avaliação clínica são feitas: medidas
de peso e altura que devem ser seqüenciais
para que seja determinada a velocidade de
crescimento – índice mais sensível do
processo de crescimento do que uma medida
isolada.
Também é feita a avaliação laboratorial
com: exames solicitados conforme suspeitas
do médico de algumas patologias (anemia,
doenças renais, do trato digestivo e/ou
doenças endócrinas – hormônios).
E por último, avaliação radiológica feita
através da radiografia da mão para se
precisar a idade óssea. Isto permite
“medir” a reserva de crescimento da
criança.
Como causas de baixa estatura, podemos
citar as não endócrinas – atraso
constitucional, baixa estatura familiar,
síndromes com baixa estatura, doenças
crônicas – e as causas endócrinas:
deficiência de hormônio de crescimento e
hipotireoidismo, entre outras. É
importante que se faça o diagnóstico,
rapidamente, iniciando o tratamento o
quanto antes, garantindo que a estatura
final alcance o seu melhor potencial.
Algumas doenças crônicas como infecções
respiratórias, doenças intestinais e
anemias podem prejudicar o crescimento
normal, mas assim que o problema é
tratado, as crianças voltam a se
desenvolver e recuperar o ‘tempo’
perdido”.
Hábitos
A correção de hábitos alimentares com a
adoção de uma alimentação equilibrada –
incluindo carboidratos, proteínas,
vitaminas e sais minerais – e o estímulo à
prática de exercícios físicos garantem, na
maioria das vezes, o desenvolvimento
saudável da criança.
De fundamental importância ao falarmos em
desenvolvimento, é a avaliação da
puberdade, que reúne os eventos biológicos
da adolescência relacionada ao crescimento
físico e maturação sexual, é na puberdade
que ocorre a fase de aceleração do
crescimento físico com o aumento da
velocidade de crescimento: fase do
estirão, ocorrendo segundo dados gerais da
literatura entre 9 ½ e 14 anos nas meninas
e 10 ½ e 15 anos nos meninos.
A sociedade parece considerar a baixa
estatura como um obstáculo para o sucesso
pessoal. A idéia do ‘mais alto’, do ‘mais
forte’ pode trazer também a idéia do
‘melhor’ ou do ‘superior’. Isto explica o
desejo dos pais terem filhos altos para
que se garantam melhores oportunidades
para o sucesso profissional, econômico ou
social.
Por isso devemos ficar atentos para a
figura principal de nossa avaliação, "a
criança / adolescente", desmistificando
esta idéia, apoiando e orientando valores
"não mensuráveis esteticamente" como
educação e respeito, ensina a
endocrinologista. |