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Há
mais de 3.000 anos, várias espécies de
cogumelos tem sido utilizados pela
Medicina Tradicional Chinesa, com o
intuito de fortalecer e prover maior
resistência contra distúrbios orgânicos.
De uma forma empírica, atividades
anti-hipertensivas, hipoglicêmicas,
anti-alérgicas, antivirais e anti-tumorais,
tem sido frequentemente relatadas, aliadas
às capacidades de promoverem saúde e bem
estar físico e mental.
O cogumelo não é vegetal e nem animal,
estando classificado no reino
intermediário, que fica entre o animal e o
vegetal, ou seja, no reino dos funghi .
Existem cerca de 6.000 espécies de
cogumelos em todo o mundo, algumas delas
são alucinógenas, outras extremamente
venenosas. Em relação às venenosas, não
existem antídotos pois alcançam
rapidamente o cérebro.
Para sobreviver, os cogumelos
desenvolveram mecanismos de defesa que são
substâncias contra microorganismos. Daí o
veneno de alguns. No entanto as
substâncias protetoras de alguns não são
tóxicas ao homem e podem reforçar o
organismo quando consumidos. Algumas
espécies possuem tipos especiais de
açúcares, benéficos para a saúde e que
reforçam o sistema imunológico na luta
contra agressores orgânicos. Os cogumelos
medicinais mais conhecidos no mundo são: o
Reishi, o Shitake, o Maitake e por final o
brasileiro Agaricus.
O Reishi é o cogumelo medicinal mais
vendido no mundo, movimentando cerca de
1,6 bilhão de dólares anualmente. Como
princípio ativo, além de ativar o sistema
imunológico pela otimização dos
macrófagos, é único que tem ação
antialérgica comprovada, age também na
redução do colesterol maléfico e tem ação
anti-hipertensiva. O reishi também exerce
ação como antiviral, antiinflamatória,
antibacteriana e antioxidante.
O Shiitake é um dos cogumelos mais
conhecidos na culinária mundial. No século
XIV, um médico chinês o designou como
alimento que intensifica a energia vital
do corpo. A lentina, substância existente
neste cogumelo, é uma potente estimuladora
do sistema de defesa. Tanto que nos testes
preliminares realizados no Japão,
indicaram que o extrato de shiitake é mais
letal às células infectadas pelo HIV que o
AZT, uma das drogas empregadas contra a
Aids. O shiitake tem também ação contra a
Hepatite B, pois em 1980, 40 pacientes
comeram 4 gramas de cogumelo por dia
durante 4 meses. Todos sentiram diminuição
dos sintomas e em 15 doentes, o vírus foi
inativado. Também, comprovou-se ação
anticancerígena em uma experência
realizada no Instituto Nacional do Câncer
do Japão, atribuindo à lentina a redução
em mais de 80% dos tumores em ratos.
O Maitake é um cogumelo encontrado no
oeste da América do Norte, na Europa e na
Ásia. Tem propriedades anticancerígenas
estimulando o mecanismo de defesa.
Conforme a publicação na revista Annals of
de New York Academy of Sciences, editado
em 1995, relata os cuidados com animais
com câncer de fígado tratados com maitake,
e o beta glucano, tiveram redução de 91%
no tamanho do tumor. Verificou-se ainda
grande eficácia em diabéticos dependentes
de insulina.
O Agaricus é um cogumelo brasileiro,
descoberto pelos pesquisadores da
Universidade da Califórnia no ano de 1965,
despertado pela curiosidade da saúde, e
baixa incidência de câncer na população de
Piedade, cidade montanhosa a 130 Km de São
Paulo. Após um minucioso levantamento do
meio ambiente local, da qualidade da água
e do estilo de vida de seus habitantes,
valorizaram também um certo tipo de
cogumelos consumidos pela população. Em
vista da relevância, neste mesmo ano, o
imigrante japonês Takatoshi Furumoto que
cultiva comercialmente o cogumelo no
local, enviou amostras para a Universidade
da Provincia de Mie, no Japão. Em 1980, os
pesquisadores da Universidade relataram
num Congresso de Oncologia a existência de
propriedades anticancerígenas e efeitos
positivos contra vários tipos de tumores.
Em 1995, o Dr. Ghoneun, da Universidade de
Medicina e Ciências de Drew, em Los
Angeles, apresentou o resultado de suas
pesquisas sobre o extrato de Agaricus no
IX Congresso Internacional de Imunologia
em São Francisco, mostrando a habilidade
deste cogumelo em ativar o sistema
imunológico.
Comentário: A imunoterapia, tem sido uma
prática muito importante dentro da
Medicina Complementar, quaisquer que seja
a patologia ou tratamento. Manter ou
otimizar a defesa significa melhorar a
resposta do tratamento, principalmente
quando os meios utilizados são agressivos.
A utilização de certos tipos de cogumelos
acima comentados, tem dado excelentes
respostas mesmo em usos isolados e casados
com terapias convencionais, desde que os
produtos tenham procedências confiáveis.
Kunio Inamoto
Terapeuta Ortobiomolecular – CRT 31599
Formado pela Universidade ULBRA
Pós-graduado em Nutrição e Qualidade de
Vida pela Faculdade Dom Bosco de
Curitiba-PR |